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Inclusão Produtiva e Transição para a Sustentabilidade: Oportunidades para o Brasil

Por Fundação Arymax, B3 Social, Instituto Golden Tree, Instituto Itaúsa; Instituto Veredas e Instituto CíclicaPublicado em 15 ago 2026
Imagem de capa de Inclusão Produtiva e Transição para a Sustentabilidade: Oportunidades para o Brasil

A crise climática e ambiental afeta de maneira desproporcional as populações em situação de vulnerabilidade. Pessoas que vivem em áreas periféricas ou remotas, mulheres, pessoas negras e povos e comunidades tradicionais estão mais expostos aos eventos climáticos extremos e possuem menos recursos para lidar com seus impactos. Por isso, a transição para uma economia sustentável precisa incorporar, desde sua concepção, a geração de trabalho decente, renda e oportunidades para esses públicos.

O estudo reúne evidências e recomendações para aproximar as agendas de inclusão produtiva e sustentabilidade no Brasil. A pesquisa foi conduzida entre julho e dezembro de 2023, a partir da revisão de mais de 700 referências, duas oficinas com 23 participantes e entrevistas com 10 especialistas.

A publicação analisa quatro setores estratégicos: sistemas alimentares e uso da terra; indústria; energia; e cidades e infraestrutura. Em cada setor, apresenta os principais desafios ambientais e sociais, as diferentes propostas de transição em debate e áreas prioritárias capazes de conciliar sustentabilidade, geração de trabalho e renda e redução das desigualdades.

Entre as oportunidades identificadas estão o fortalecimento da agricultura familiar e da bioeconomia, a ampliação do acesso a alimentos saudáveis, o desenvolvimento da economia circular e da reciclagem, a adoção de energias renováveis, a melhoria da mobilidade e da infraestrutura urbana e a criação de arranjos produtivos que incluam micro e pequenas empresas e populações historicamente excluídas.

O estudo ressalta que a geração de novos empregos não é suficiente: também é necessário considerar a qualidade das ocupações, sua distribuição entre os diferentes grupos sociais e a participação das populações vulneráveis nas decisões. A transição deve estar baseada no trabalho decente, na apropriação justa dos benefícios das cadeias produtivas e no desenvolvimento sustentável dos territórios.

A publicação recomenda que o governo lidere uma estratégia de longo prazo que articule sustentabilidade e inclusão produtiva, adote critérios sociais e ambientais nos investimentos, fortaleça a qualificação profissional e desenvolva mecanismos de proteção social adaptados aos riscos climáticos. Para as empresas, recomenda a formação de cadeias produtivas inclusivas, a qualificação dos trabalhadores e a atuação integrada aos territórios. Às organizações do terceiro setor, propõe o desenvolvimento de tecnologias sociais, o apoio aos elos mais frágeis das cadeias produtivas e a ampliação da participação das populações em situação de vulnerabilidade.

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